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História  |  

Os planos conspiratórios discutidos pelo grupo previam a proclamação da independência da capitania de Minas Gerais assim que fosse anunciada oficialmente a aplicação da derrama, momento considerado ideal para mobilizar o apoio popular contra a Coroa.

As propostas debatidas pelos conjurados incluíam a instauração de um governo republicano inspirado no modelo norte-americano, a criação de uma universidade em Vila Rica e medidas de incentivo à manufatura local, então proibida pela legislação metropolitana.

Havia, contudo, divergências significativas entre os participantes quanto a questões centrais, como a manutenção ou não da escravidão no novo regime projetado e o próprio grau de radicalidade das medidas revolucionárias a serem efetivamente implementadas.

Tiradentes destacava-se pela intensidade de sua atuação, percorrendo diferentes regiões da capitania para angariar apoio popular e sondar o interesse de diversos setores sociais, incluindo pequenos proprietários, comerciantes e até integrantes das forças militares locais.

Sua militância mais explícita e sua tendência a discursar abertamente sobre os planos conspiratórios, contudo, aumentavam consideravelmente o risco de que a conjuração fosse descoberta pelas autoridades coloniais antes mesmo de sua efetiva concretização.

Esse risco concretizou-se quando um dos próprios participantes do movimento, o coronel Joaquim Silvério dos Reis, decidiu denunciar a conspiração às autoridades portuguesas, na expectativa de obter o perdão de suas próprias dívidas fiscais com a Coroa.

A delação de Silvério dos Reis, ocorrida em 1789, chegou até o governador da capitania, visconde de Barbacena, que determinou a imediata investigação e prisão dos principais suspeitos envolvidos na articulação conspiratória contra a autoridade metropolitana.

A descoberta antecipada do movimento impediu que qualquer ação prática de rebelião chegasse a ser efetivamente deflagrada, restringindo a Inconfidência Mineira, na prática, a uma conspiração planejada, mas nunca concretizada em ato armado direto contra Portugal.

Ainda assim, a repressão movida pelas autoridades coloniais seria implacável, buscando responsabilizar exemplarmente os envolvidos como forma de desestimular qualquer nova tentativa de contestação à autoridade portuguesa nas demais regiões da colônia.

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