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História  |  

As críticas iluministas ao Antigo Regime não resultaram, de imediato, no fim das monarquias europeias, mas influenciaram diversos governantes a adotarem reformas administrativas e econômicas inspiradas, ainda que parcialmente, nas novas ideias — fenômeno conhecido como despotismo esclarecido.

Governantes como Frederico II da Prússia, José II da Áustria e Catarina II da Rússia promoveram reformas na educação, na justiça e na administração de seus Estados, sem, contudo, abrir mão do caráter absolutista de seus governos.

O Marquês de Pombal em Portugal

Em Portugal, o Marquês de Pombal, principal ministro do rei Dom José I, promoveu importantes reformas administrativas, educacionais e econômicas entre 1750 e 1777, incluindo a reconstrução de Lisboa após o terremoto de 1755 e a expulsão dos jesuítas do reino e de suas colônias, entre elas o Brasil.

Assim como os demais déspotas esclarecidos, Pombal buscava modernizar o Estado português e fortalecer o poder real, sem, no entanto, questionar os fundamentos da própria monarquia absolutista.

Os Limites do Despotismo Esclarecido

As reformas promovidas pelos déspotas esclarecidos, embora significativas, mantinham intactas as bases do Antigo Regime: a sociedade estamental, os privilégios da nobreza e do clero e a ausência de participação política da população.

Essa contradição entre reformas pontuais e a manutenção da estrutura absolutista evidenciava os limites de uma monarquia que se dizia "esclarecida" sem, de fato, abrir mão de seu poder concentrado.

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