História |
Reunidos em Versalhes no início de 1789, os Estados Gerais logo se dividiram quanto à forma de votação: enquanto clero e nobreza defendiam o voto por ordem, o que lhes garantia maioria automática, o Terceiro Estado exigia o voto por cabeça.
Diante do impasse, os representantes do Terceiro Estado, apoiados por parte do baixo clero, se autoproclamaram Assembleia Nacional, em junho de 1789, reivindicando representar de fato a nação francesa.
O Juramento do Jogo da Pela
Impedidos de entrar em seu local habitual de reunião, os deputados da Assembleia Nacional se reuniram em uma quadra de jogo de pela e juraram não se dispersar até elaborarem uma nova Constituição para a França, episódio conhecido como Juramento do Jogo da Pela.
Diante da pressão popular e da adesão de parte da nobreza e do clero à causa, o rei Luís XVI acabou por reconhecer, ainda em junho de 1789, a legitimidade da nova assembleia, agora chamada Assembleia Nacional Constituinte.
A Queda da Bastilha
Temendo uma repressão militar contra a nova assembleia, a população de Paris se mobilizou e, em 14 de julho de 1789, invadiu e tomou a Bastilha, antiga prisão que simbolizava o poder arbitrário da monarquia.
Esse episódio, que se tornaria símbolo maior da Revolução Francesa e é celebrado até hoje como data nacional, marcou a entrada definitiva das massas populares urbanas no processo revolucionário.