História |
O governo Omíada favoreceu fortemente a aristocracia árabe em detrimento dos povos convertidos ao Islã (os mawali), que continuavam a pagar tributos elevados mesmo após a conversão, gerando crescente insatisfação social.
Essa política discriminatória, somada a disputas internas entre facções árabes e ao ressentimento de grupos xiitas e não árabes, enfraqueceu progressivamente a legitimidade do califado Omíada.
Em 750 d.C., uma revolta liderada pela família Abássida, descendente de um tio de Maomé, derrubou os Omíadas em uma sangrenta guerra civil, dando início a uma nova dinastia califal.
A Ascensão dos Abássidas
Os Abássidas transferiram a capital do califado de Damasco para Bagdá, cidade fundada em 762 d.C. às margens do rio Tigre, que rapidamente se tornou um dos maiores centros urbanos e culturais do mundo medieval.
Diferentemente dos Omíadas, os Abássidas buscaram maior integração entre árabes e não árabes convertidos ao Islã, especialmente os persas, que passaram a ocupar posições de destaque na administração do califado.
Um Império Cosmopolita
Sob os Abássidas, o califado deixou de ser um domínio predominantemente árabe para se tornar um império verdadeiramente cosmopolita, que incorporava elementos culturais persas, gregos, indianos e mesopotâmicos.
Essa diversidade cultural, associada à estabilidade política dos primeiros séculos abássidas, criaria as condições para um extraordinário florescimento científico e cultural conhecido como Idade de Ouro Islâmica.