História |
Embora o Renascimento tenha se manifestado inicialmente nas artes e nas letras, seus efeitos se estenderam também à forma como as pessoas passaram a compreender o funcionamento do mundo natural, abrindo caminho para transformações científicas mais profundas.
A crescente valorização da observação e da experimentação, somada à redescoberta de textos científicos da Antiguidade, criou as bases intelectuais para o que os historiadores chamam de Revolução Científica, que se desenvolveria plenamente nos séculos XVI e XVII.
Astronomia e o Novo Modelo do Universo
Como já mencionado, Nicolau Copérnico propôs, em 1543, o modelo heliocêntrico, segundo o qual a Terra e os demais planetas giram em torno do Sol, contrariando o modelo geocêntrico defendido desde a Antiguidade por Ptolomeu.
Essa proposta, inicialmente controversa e resistida por parte da Igreja e da comunidade científica, seria posteriormente aprofundada por astrônomos como Johannes Kepler e Galileu Galilei, já no início do período moderno.
Medicina e Anatomia
No campo da medicina, o estudo direto de cadáveres humanos, retomado por artistas e cientistas renascentistas como Andreas Vesalius, permitiu correções importantes em relação a erros anatômicos presentes em textos médicos antigos, como os de Galeno.