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História  |  

A invenção da imprensa de tipos móveis por Johannes Gutenberg, por volta de 1450, na Alemanha, representa um dos marcos tecnológicos mais importantes da história, com impacto direto sobre a difusão das ideias renascentistas.

Antes da imprensa, livros eram copiados manualmente, processo lento e caro que limitava enormemente a circulação do conhecimento a uma pequena elite religiosa e aristocrática.

Com a impressão mecânica, tornou-se possível produzir livros de forma muito mais rápida e barata, ampliando significativamente o acesso à leitura e acelerando a difusão de ideias humanistas, científicas e, posteriormente, religiosas por toda a Europa.

Um Novo Público Leitor

A multiplicação de livros impressos favoreceu o crescimento da alfabetização entre camadas urbanas mais amplas, incluindo comerciantes e artesãos, que passaram a ter maior acesso a obras antes restritas ao clero e à nobreza.

Esse processo também padronizou línguas vernáculas — como o italiano, o francês e o alemão — que ganharam maior prestígio literário ao lado do latim, tradicionalmente usado nos textos eruditos.

Ciência, Técnica e Sociedade

A imprensa também permitiu maior padronização e precisão na reprodução de mapas, diagramas científicos e tratados técnicos, favorecendo tanto o avanço da ciência quanto o sucesso das próprias navegações discutidas no módulo anterior.

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