História |
Apesar da diversidade de autores e correntes, é possível identificar algumas características comuns ao pensamento iluminista, que o distinguiam claramente da mentalidade predominante durante o Absolutismo.
A primeira delas era o racionalismo: a crença de que a razão humana, e não a tradição, a fé ou a autoridade dos governantes, deveria ser o critério fundamental para avaliar leis, instituições e costumes sociais.
Crítica à Tradição e ao Antigo Regime
Os iluministas criticavam duramente o que chamavam de Antigo Regime: a sociedade estamental, dividida em clero, nobreza e povo, na qual os dois primeiros grupos gozavam de privilégios fiscais e jurídicos não concedidos ao restante da população.
Essa crítica se estendia também ao absolutismo político, questionando a legitimidade de um poder monárquico que não prestava contas a seus súditos nem respeitava limites legais claros.
A Ideia de Progresso e o Laicismo
Outra característica central era a crença no progresso: a convicção de que a humanidade poderia, por meio da razão, da educação e da ciência, avançar continuamente rumo a formas mais justas e racionais de organização social.
Muitos iluministas também defendiam maior laicização da vida pública, criticando a intolerância religiosa e o excessivo poder político e econômico exercido pela Igreja, sem que isso significasse, na maioria dos casos, uma rejeição total da religião.