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História  |  

As transformações técnicas estudadas nos capítulos anteriores tiveram profundo impacto sobre a organização da sociedade, dando origem a novas classes sociais e a novas formas de conflito.

As condições de trabalho nas primeiras fábricas eram, em geral, extremamente duras: jornadas que podiam ultrapassar quatorze horas diárias, salários baixos, ambientes insalubres e o uso generalizado de mão de obra infantil e feminina, remunerada de forma ainda mais precária.

O Proletariado

Emergiu, nesse contexto, uma nova classe social: o proletariado, formado por trabalhadores que, não possuindo meios de produção próprios, vendiam sua força de trabalho em troca de salário para sobreviver.

Essa nova classe se concentrava nos bairros operários das cidades industriais, vivendo em condições de moradia precárias e enfrentando constante insegurança quanto ao emprego e à renda.

A Burguesia Industrial

Do outro lado dessa nova estrutura social encontrava-se a burguesia industrial, formada pelos proprietários das fábricas, que acumulavam capital e defendiam os princípios do liberalismo econômico, sobretudo a livre concorrência e a não intervenção do Estado na economia.

Essa classe se tornaria, ao longo do século XIX, o principal grupo social e político das sociedades industrializadas, substituindo gradualmente a antiga aristocracia em influência econômica.

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