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História  |  

Entre todas as pólis gregas, Esparta e Atenas se tornaram as mais influentes, desenvolvendo modelos de organização social e política radicalmente diferentes entre si.

Localizada na região do Peloponeso, Esparta construiu uma sociedade voltada quase exclusivamente para a guerra, enquanto Atenas, na região da Ática, floresceu como centro comercial, cultural e político.

Comparar essas duas cidades-estado é essencial para compreender a diversidade de experiências políticas que a civilização grega foi capaz de gerar.

A Sociedade Espartana

A sociedade de Esparta era dividida em três grupos: os espartanos, cidadãos com plenos direitos políticos e dedicados exclusivamente à vida militar; os periecos, homens livres sem direitos políticos, dedicados ao comércio e artesanato; e os hilotas, população escravizada que trabalhava a terra.

Desde crianças, os meninos espartanos eram submetidos a uma rígida educação militar, a agogé, que visava formar guerreiros disciplinados e obedientes ao Estado.

As mulheres espartanas gozavam de maior liberdade do que em outras pólis gregas, praticando exercícios físicos e participando de forma mais ativa da vida social, já que os homens viviam voltados à guerra.

O Governo de Esparta

Esparta era governada por um sistema misto: dois reis, que comandavam o exército; um conselho de anciãos (a Gerúsia), formado por cidadãos com mais de 60 anos; e a Assembleia, formada pelos cidadãos espartanos.

Havia ainda os éforos, magistrados eleitos anualmente com grande poder de fiscalização sobre os próprios reis, o que demonstra certo equilíbrio entre diferentes instâncias de poder.

Esse modelo, voltado à disciplina e à manutenção do domínio sobre os hilotas, tornou Esparta uma das maiores potências militares da Grécia Antiga.

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