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A Sociedade Ateniense
Atenas também era uma sociedade hierarquizada, dividida entre cidadãos (homens livres, nascidos de pai ateniense, com direitos políticos), metecos (estrangeiros livres, dedicados ao comércio, mas sem direitos políticos) e escravos.
Diferentemente de Esparta, Atenas valorizava o comércio, a navegação e as atividades intelectuais e artísticas, o que atraiu muitos estrangeiros e tornou a cidade um importante centro cultural do mundo grego.
As mulheres atenienses, no entanto, tinham papel bastante restrito, confinadas majoritariamente ao espaço doméstico e excluídas da vida política.
O Caminho para a Democracia
No início, Atenas era governada por uma aristocracia fundiária. As reformas de Sólon, no século VI a.C., amenizaram dívidas e ampliaram a participação política com base na riqueza, não apenas no nascimento.
Mais tarde, Clístenes promoveu uma reorganização territorial que enfraqueceu o poder das antigas famílias aristocráticas e fortaleceu a participação dos cidadãos comuns, sendo considerado o "pai da democracia ateniense".
No século V a.C., sob a liderança de Péricles, a democracia ateniense atingiu seu ápice, com ampla participação dos cidadãos nas decisões políticas da cidade.
Como Funcionava a Democracia Ateniense
A Ecclesia (Assembleia) era o principal órgão político, reunindo todos os cidadãos para discutir e votar leis, declarar guerra ou decidir sobre questões públicas importantes.
Cargos públicos eram, em sua maioria, ocupados por sorteio entre os cidadãos, e havia mecanismos como o ostracismo, que permitia banir por dez anos um cidadão considerado uma ameaça à democracia.
É importante lembrar que essa democracia era limitada: mulheres, escravos e metecos, que formavam a maioria da população, estavam excluídos da participação política.