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As ideias luteranas encontraram rápida adesão entre diversos príncipes alemães, que viam na Reforma uma oportunidade de fortalecer sua autonomia frente ao papado e ao imperador, além de se apropriarem das terras e riquezas da Igreja Católica em seus territórios.
Essa aliança entre reforma religiosa e interesses políticos regionais foi decisiva para a sobrevivência e expansão do luteranismo, que de outra forma dificilmente teria resistido à perseguição imperial.
Conflitos Religiosos no Império
A divisão religiosa da Alemanha entre príncipes católicos e luteranos gerou décadas de tensões e conflitos armados, que se estenderam ao longo da primeira metade do século XVI.
Esses confrontos só seriam parcialmente resolvidos com a Paz de Augsburgo, assinada em 1555, que estabeleceu o princípio cuius regio, eius religio ("de quem é o reino, essa é a religião"), segundo o qual cada príncipe poderia determinar a religião oficial — católica ou luterana — de seu território.
Uma Paz Limitada
Embora tenha reduzido os conflitos abertos, a Paz de Augsburgo não reconhecia outras correntes reformistas, como o calvinismo, que já se expandia por diversas regiões da Europa, e não garantia liberdade de escolha religiosa aos súditos, apenas aos governantes.
Essas limitações deixariam sementes de conflitos futuros, que voltariam a explodir com grande violência no século seguinte, durante a Guerra dos Trinta Anos.