História |
Na Inglaterra, a Reforma teve origem em circunstâncias bastante distintas das da Alemanha e da Suíça, estando diretamente ligada a uma questão dinástica envolvendo o rei Henrique VIII.
Desejando anular seu casamento com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado um herdeiro homem, e não obtendo autorização do papa Clemente VII para isso, Henrique VIII decidiu romper definitivamente com a autoridade papal.
O Ato de Supremacia
Em 1534, o Parlamento inglês aprovou o Ato de Supremacia, que estabelecia o rei como chefe supremo da Igreja da Inglaterra, criando assim a Igreja Anglicana, separada da autoridade de Roma.
Diferentemente do luteranismo e do calvinismo, o anglicanismo inicial manteve boa parte da liturgia, da hierarquia eclesiástica e dos rituais católicos, distinguindo-se sobretudo pela rejeição à autoridade papal.
Consolidação e Conflitos
A consolidação definitiva do anglicanismo como religião oficial da Inglaterra ocorreria apenas décadas depois, sob o reinado de Elizabeth I, após períodos de instabilidade religiosa marcados por perseguições tanto a católicos quanto a protestantes mais radicais.