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O filósofo genebrino Jean-Jacques Rousseau desenvolveu, em sua obra O Contrato Social (1762), uma das teorias políticas mais radicais do Iluminismo, defendendo que a legitimidade de qualquer governo deveria derivar da vontade geral do povo.
Para Rousseau, os indivíduos deveriam abrir mão de parte de sua liberdade natural em favor de um pacto coletivo, mas apenas em benefício da própria comunidade, o que tornava a soberania popular — e não a vontade de um único monarca — a verdadeira fonte de toda autoridade política legítima.
Voltaire e a Defesa das Liberdades
Já Voltaire, um dos mais influentes e polêmicos pensadores franceses do período, dedicou grande parte de sua obra à defesa da liberdade de expressão e da tolerância religiosa, combatendo o fanatismo e a intolerância que, em sua visão, ainda dominavam boa parte da Europa.
Apesar de suas críticas contundentes ao poder da Igreja e aos abusos do Antigo Regime, Voltaire não defendia o fim da monarquia, aproximando-se, em certa medida, das ideias de despotismo esclarecido que seriam adotadas por alguns governantes europeus.
Divergências entre os Filósofos
É importante notar que os filósofos iluministas não formavam um grupo unido em torno de posições idênticas: Voltaire, por exemplo, discordava de Rousseau quanto ao papel das instituições e à natureza humana, o que demonstra a diversidade interna do movimento.
Essa pluralidade de ideias, no entanto, não impedia que todos compartilhassem a convicção de que a razão deveria orientar a reorganização da vida política e social.